Coronel alvo de processos na Protecção Civil é director na GNR

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Em Curso Coronel alvo de processos na Protecção Civil é director na GNR

Mensagem por Croco em Ter 06 Set 2016, 23:19

Coronel alvo de processos na Protecção Civil é director na GNR
Por  Mariana Oliveira  
06/09/2016 - 22:48

Presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil demitiu-se na sequência da abertura de um processo disciplinar proposto pela IGAI e relacionado com os helicópteros Kamov.
Um dos três militares a quem a Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) imputa a violação do dever de zelo devido à forma como geriu, na Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), o processo de transferência dos seis helicópteros pesados Kamov para uma empresa que passou a operar as aeronaves é actualmente director de Recursos Logísticos da GNR.
Outro visado é o presidente da própria autoridade, o major-general Francisco Grave Pereira, que se demitiu nesta segunda-feira do cargo que ocupava desde Maio de 2014, na sequência das conclusões do relatório da IGAI, que lhe propõe a abertura de um processo disciplinar. Além de Grave Pereira, a IGAI imputa infracções ao director de serviços de Meios Aéreos da autoridade e ao director da GNR, o coronel José Teixeira, que antes foi director nacional de Recursos de Protecção Civil na ANPC, onde geria a parte financeira da instituição.
Em Março deste ano, o coronel foi nomeado pelo actual comandante-geral da GNR para director de Recursos Logísticos, gerindo nesta força um orçamento mais avultado do que na Protecção Civil. A nomeação aconteceu um mês e meio depois de a sua casa e o seu carro terem sido alvo de buscas da Polícia Judiciária num inquérito que investiga suspeitas de corrupção na autoridade e que ainda não tem arguidos constituídos.
O coronel ainda é visado num outro processo disciplinar por alegadamente ter pressionado funcionários da extinta Empresa de Meios Aéreos (EMA) para saírem do sector público quando aquela instituição fechou, prescindindo do direito de transitarem para as empresas que assumiram a operação das aeronaves do Estado. Ao saírem da EMA, estes trabalhadores sobrecarregavam o erário público, já que tinham direito a receber um subsídio do Estado, ficando as empresas que operam os helicópteros da protecção civil livres dos encargos que a integração desses trabalhadores iria representar durante os cinco anos do contrato. 
Os dois processos, investigados pela IGAI, tiveram origem em inquéritos abertos pelo anterior Governo na sequência de propostas do então secretário de Estado João Almeida. Foi, contudo, a actual ministra da Administração Interna quem determinou a conversão das investigações em processos disciplinares ao coronel José Teixeira, o único sob o qual possuiu tutela disciplinar. O porta-voz da GNR, o major Bruno Marques, confirmou que os dois processos estão em instrução naquela força. 
Contactado pelo PÚBLICO, José Teixeira também confirmou que já prestou depoimento em ambos os processos. “Tenho a minha consciência tranquila. Para mim é uma situação nova ao fim de 35 anos de trabalho”, afirma o militar, que entrou para a ANPC em Junho de 2013 por proposta do então presidente, major-general Manuel Couto, escolhido pelo ex-ministro Miguel Macedo para comandar a GNR.
Interesses lesados
O relatório final da IGAI concluiu que a Protecção Civil não acautelou devidamente os interesses do Estado no processo de transferência dos Kamov, que ditou a paragem dos cinco aparelhos (um está acidentado desde 2012) em Maio do ano passado. Actualmente, só três aparelhos estão operacionais, estando os outros dois ainda à espera de reparação.
Na altura da transferência dos Kamov foram detectados problemas “graves no estado das aeronaves”, que obrigaram a fazer reparações avultadas encomendadas à Everjets, que opera os três aparelhos. Até Maio do ano passado, a operação dos Kamov estava a cargo da própria autoridade e a manutenção era assegurada pela Heliportugal, a empresa que vendeu os aparelhos ao Estado. Quando a Everjets assumiu a operação das aeronaves recusou-se a receber quatro dos aparelhos, alegando dezenas de inconformidades. Na altura, a ANPC remeteu as responsabilidades para a Heliportugal.
A empresa garantiu, no entanto, que cumprira todas as ordens de reparação que o Estado tinha dado e realçava que não tinha sido apontada qualquer anomalia pela Protecção Civil antes de as aeronaves serem entregues à Everjets, uma empresa com quem mantém um aceso conflito desde 2013. A Heliportugal apresentou nos últimos anos várias queixas-crimes contra a concorrente alegando falsificações de documentos e favorecimento, participações estas que terão estado na origem do inquérito no âmbito do qual foram realizadas buscas em casa do coronel José Teixeira.
https://www.publico.pt/sociedade/noticia/coronel-alvo-de-processos-na-proteccao-civil-e-director-na-gnr-1743393
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Mensagem por CARI2013 em Qua 07 Set 2016, 03:13

http://anbp.pt/ficheiros/uploads/34f11f8f2916aa3114ead9a07a1a1499.pdf
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Mensagem por martins7 em Qua 07 Set 2016, 09:23

Neste caso, se o interveniente fosse um (Guarda), o coro gritaria altivo... "rua com ele". 
Como a patente é diferente... vamos ver que cantoria vão fazer.
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Mensagem por dragao em Qua 07 Set 2016, 09:26

Um País de pequenas dimensões com tantos  corruptores/ corruptos espalhados por vários quadrantes. Não admira que esteja "todo queimado".

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Mensagem por Edr See em Qua 07 Set 2016, 10:05

Como é possível nomear alguém para um cargo de recursos logisticos que está a ser investigado por este tipo de crimes?!
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Em Curso Re: Coronel alvo de processos na Protecção Civil é director na GNR

Mensagem por Ark em Qua 07 Set 2016, 13:15

Só posso concluir que isto é para os apanhados...
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Mensagem por CARI2013 em Qua 07 Set 2016, 17:40

Dever de Isenção, previsto no n°1 e al. a) e j) do n°2 do art.°13° do RDGNR, o qual consiste em não retirar vantagens directas ou indirectas, pecuniárias ou outras, das funções exercidas, quando não sejam devidas, actuando com independência em relação a interesses ou a pressões de qualquer índole, não se valendo da sua autoridade ou do posto de serviço para haver lucro ou vantagem, exercer pressão, vingança ou tomar desforço por qualquer acto ou procedimento oficial ou particular, assim como, não solicitar favores, nem pedir ou aceitar favores ou quaisquer outros benefícios que possam interferir, directa ou indirectamente, com a independência, objectividade e imparcialidade que lhe cabe guardar no exercício das suas funções;
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Mensagem por carocha em Qua 07 Set 2016, 19:49

Hehehe, vocês devem estar a brincar;

Jamais nomeariam, e jamais o CMDt Geral aceitaria tal se o homem fosse isso que dizem....

Nem quero acreditar....

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Mensagem por Hugo em Qua 07 Set 2016, 22:48

Não sou oficial da Guarda, mas acho que devemos presumir a inocência até que seja provado o contrário.
Qual seria o interesse de um bandido em prestar depoimento nos dois processos.
Vamos esperar pelas conclusões dos processos sem martirizar ninguém.
Falo por mim, já fui acusado por um piolhoso de um crime que não cometi e vi-me constituído arguido, "sem saber ler nem escrever" como se diz!
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Mensagem por olhovivo em Qua 07 Set 2016, 23:00

Isso é tudo mentira!O Senhor tem louvores ,condecorações,formação militar e quem tem isso tudo, não se mete nessas coisas...
A PJ não encontrou nada,foi tudo inventado e ser inocente  ou não, só a justiça pode resolver.
Agora, quem tiver matéria de facto que ajude á descoberta da verdade,tem que a fazer chegar ao MP.
 Eu  sou daqueles que acreditam que cargos de elevada responsabilidade,só são ocupados ou preenchidos por quem demonstre ter qualificações para tal ...
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Mensagem por olhovivo em Qua 07 Set 2016, 23:16

..."assim como, não solicitar favores, nem pedir ou aceitar favores ou quaisquer outros benefícios que possam interferir, directa ou indirectamente, com a independência, objectividade e imparcialidade que lhe cabe guardar no exercício das suas funções;..."
Para repor o efectivo, não chegava os excedentes da função pública!!
Nada como legalizar os lobbies...
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Mensagem por CARI2013 em Qui 08 Set 2016, 00:40

olhovivo escreveu:Isso é tudo mentira!O Senhor tem louvores ,condecorações,formação militar e quem tem isso tudo, não se mete nessas coisas...
A PJ não encontrou nada,foi tudo inventado e ser inocente  ou não, só a justiça pode resolver.
Agora, quem tiver matéria de facto que ajude á descoberta da verdade,tem que a fazer chegar ao MP.
 Eu  sou daqueles que acreditam que cargos de elevada responsabilidade,só são ocupados ou preenchidos por quem demonstre ter qualificações para tal ...
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Tomada de Posse do novo Diretor Nacional de Recursos de Proteção Civil






T

Texto do documento ( DIARIO DA REPUBLICA - 2.ª SERIE, Nº 112, de 12.06.2013, Pág. 19035)




Despacho 7545/2013
Considerando a entrada em vigor da nova Orgânica da Autoridade Nacional de Proteção Civil, aprovada pelo Decreto-Lei 73/2013, de 31 de maio, que veio introduzir determinados ajustamentos por forma a adequar a sua estrutura às necessidades atuais;
1 - Por proposta do presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil, Major-General Manuel Mateus Couto, e ao abrigo das disposições conjugadas do artigo 27.º do Estatuto do Pessoal Dirigente da Administração Central, Regional e Local do Estado, aprovado pela Lei 2/2004, de 15 de janeiro, na redação dada pela Lei 64/2011, de 22 de dezembro, e do artigo 7.º, n.º 1, do Decreto-Lei 73/2013, de 31 de maio, designo para exercer funções de Diretor Nacional de Recursos de Proteção Civil, da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), o Coronel de Administração Militar da Guarda Nacional Republicana José Carlos dos Santos Teixeira, cuja idoneidade, experiência e competências profissionais comummente reconhecidas são patentes na nota curricular anexa.
2 - O presente despacho produz efeitos a 01 de junho de 2013.
4 de junho de 2013. - O Ministro da Administração Interna, Miguel Bento Martins Costa Macedo e Silva.
Síntese Curricular
O Coronel de Administração Militar, José Carlos dos Santos Teixeira, nasceu em Chaves, em 1963, e tem 30 anos de serviço.
Atualmente, e desde janeiro de 2013, exerce funções de Diretor Nacional de Recursos de Proteção Civil da Autoridade Nacional de Proteção Civil.
Desempenhou funções de Inspetor-Adjunto da Inspeção da GNR, entre maio de 2011 e janeiro de 2013.
Está habilitado com o Curso de Oficiais da GNR, com o Curso de Promoção a Capitão da Escola Prática de Administração Militar e com o Curso de Promoção a Oficial Superior do Instituto de Altos Estudos Militares.
É Licenciado em Sociologia pelo Instituto de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE). Ao longo da sua carreira prestou serviço em diversas unidades e estabelecimentos da GNR, nomeadamente no Comando Geral (CG), nos Serviços Sociais (SSGNR), no Regimento de Infantaria (RI), na Brigada Territorial n.º 2 (BTR2) e no Comando de Administração de Recursos Internos (CARI). No CG desempenhou funções de chefe de Secção de Auditoria Interna, chefe de Secção de Contratos, presidente de Conselho Administrativo, chefe de Divisão de Auditoria Interna e chefe de Divisão de Contabilidade e Administração. Nos SSGNR exerceu a função de chefe da Contabilidade. No RI exerceu também funções de chefe de Contabilidade. Exerceu, ainda, por um período de 4 anos, as funções de presidente de Conselho Administrativo da BTR2. No CARI chefiou a Divisão de Planeamento e Reabastecimento.
Da sua folha de serviços constam 9 louvores, 3 concedidos pelo Comandante-Geral da GNR, 2 concedidos pelo Chefe do Estado-Maior da GNR e 4 concedidos por comandantes de unidade, além de várias condecorações de que se destacam a de Mérito de Segurança Pública de 1.ª Classe e as Medalhas de Ouro e de Prata de Comportamento Exemplar.
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Mensagem por CARI2013 em Qui 08 Set 2016, 00:50





Despacho n.o 6555-A/2014
Ao abrigo das disposições conjugadas do n.o 7 do artigo 1.o do Estatuto do Pessoal Dirigente da Administração Central Regional e Local do Estado, Lei no. 2/2004, de 15 de janeiro, na redacção dada pela Lei no. 68/2013, de 29 de agosto, e do artigo 8.o, n.o 3, do Decreto-Lei no. 75/2007, de 29 de marco, alterado pelo Decreto-Lei no. 73/2013, de 31 de maio, e nomeado para exercer as funcoes de presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil o Major-General Francisco Miguel da Rocha Grave Pereira, cuja idoneidade, experiência e competência profissionais, comummente reconhecidas, sao patentes na sinopse curricular anexa.
Foi obtida a concordância de S. Exa. o General Chefe do Estado-Maior do Exercito e foi ouvida a Comissão Nacional de Protecção Civil, conforme estipulado no n.o 3 do artigo 8.o do Decreto-Lei no. 73/2013, de 31 de maio, a qual, por unanimidade, emitiu opinião favorável.
O presente despacho produz efeitos a 19 de maio de 2014.
15 de maio de 2014. O Ministro da Administração Interna, Miguel Bento Martins Costa Macedo e Silva.
ANEXO
Síntese curricular
O Major-General FRANCISCO MIGUEL DA ROCHA GRAVE PEREIRA, nasceu em Lisboa, tem 52 anos de idade e 34 anos de serviço.
Foi promovido ao atual posto em 13 de janeiro de 2010.
Esta habilitado com o Curso de Engenharia da Academia Militar, os Cursos de Promoção a Oficial Superior e o Curso de Estado-Maior, do Instituto de Altos Estudos Militares e o Curso de Promoção a Oficial General do Instituto de Ensino Superior Militar.
E membro do Colégio de Engenharia Civil da Ordem dos Engenheiros.
II SERIE
Ao longo da sua carreira, prestou serviço em varias Unidades, Estabelecimentos e Orgãos do Exercito. Na Escola Pratica de Engenharia, desempenhou as funções de Comandante de Companhia, em subunidades operacionais, foi instrutor de cursos de formação, promoção e qualificação, foi Director de Estudos e Instrução e Segundo Comandante. No Regimento de Engenharia n.o 1 foi Comandante de Companhia.
Na Academia Militar foi professor adjunto e posteriormente professor catedrático das disciplinas de Organização do Terreno e Tatica de Engenharia. No Comando Operacional das Forcas Terrestres foi adjunto nas Repartições de Informações e de Operações, na Direcção dos Serviços de Engenharia foi chefe das Repartições de Património, de Organização e Coordenação de Obras e na Repartição Técnica de Engenharia.
Desempenhou as funções de Adjunto do General Chefe do Estado-Maior do Exercito, funções que deixou para comandar do Regimento de Engenharia 3, em Espinho, entre 2004 e 2006.
Entre 2006 e setembro de 2007 foi Chefe da Divisão de Planeamento de Forcas do Estado-Maior do Exercito.
Após a frequência do Curso de Promoção a Oficial General, em julho de 2008, foi colocado na Inspecção-Geral do Exercito, com a função de inspector.
Desempenhou entre 21 de maio de 2009 e 31 de outubro do mesmo ano as funções de Subdirector-Geral da Direcção-Geral de Infraestruturas do Ministério da Defesa Nacional.
Desde 1 de novembro de 2009 desempenha as funções de Subdirector-geral da Direcção-Geral de Armamento e Infraestruturas de Defesa no Ministério da Defesa Nacional Da sua folha de serviços constam 11 louvores, dos quais 5 concedidos pelo General Chefe do Estado-Maior do Exercito e 4 por Oficiais Generais. Possui, ainda, varias condecorações de que se salientam, o Grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Avis, 3 Medalhas de Prata de Serviços Distintos, as Medalhas de Mérito Militar de 1.a e 2.a classe, a 2.a classe da Medalha de D. Afonso Henriques Mérito do Exercito e a Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar.
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Mensagem por Hugo em Qui 08 Set 2016, 07:59

olhovivo escreveu:Isso é tudo mentira!O Senhor tem louvores ,condecorações,formação militar e quem tem isso tudo, não se mete nessas coisas...
A PJ não encontrou nada,foi tudo inventado e ser inocente  ou não, só a justiça pode resolver.
Agora, quem tiver matéria de facto que ajude á descoberta da verdade,tem que a fazer chegar ao MP.
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O que eu digo é que não devemos criticar sem que o processo chegar ao fim, mas nem vou comentar mais sobre isto.
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Mensagem por Croco em Sab 10 Set 2016, 00:09

Presidente da Proteção Civil demitiu-se porque perdeu "confiança" na ministra

Grave Pereira enviou uma carta à ministra da Administração Interna na sequência do seu pedido de demissão. Em causa, o facto de Constança Urbano de Sousa não lhe ter dado conhecimento das conclusões do inquérito ao caso dos helicópteros Kamov


2016-09-09 07:37    Redação / STS

O ex-presidente da Proteção Civil disse numa carta enviada à ministra da Administração Interna ter “perdido a confiança institucional” em Constança Urbano Sousa por não lhe ter dado conhecimento das conclusões do inquérito ao caso dos helicópteros Kamov.

Registo com profundo desagrado o facto de Vossa Excelência [ministra Constança Urbano Sousa] ter objetivamente optado por me manter no desconhecimento desta matéria, que se refere diretamente à ANPC e a seus elementos. Considero esta posição de uma absoluta falta de consideração institucional e pessoal, para mim incompreensível e inaceitáveis”, frisa Miguel Grave Pereira numa carta enviada à ministra, a que o Diário de Notícias teve acesso.

Nesse sentido, o ex-presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) realça na carta ter perdido a “confiança institucional” em Constança Urbano de Sousa.

Miguel Grave Pereira, que pediu a demissão do cargo de presidente da ANPC na terça-feira, afirma na carta ter tido conhecimento no dia 2 de setembro pelo chefe de Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte, do inquérito conduzido pelo Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI).

Na carta, o ex-presidente adianta: “Não podendo ignorar o que a imprensa tem vindo a veicular, não posso deixar de reiterar que as causa do pedido de demissão nada têm a ver com o inquérito da IGAI, cujas recomendações ou conclusões, aparentemente já do domínio jornalístico, ainda desconheço por completo”, sublinhou.

O presidente da ANPC demitiu-se do cargo na sequência do inquérito ao caso dos helicópteros Kamov, tendo apresentado o pedido na segunda-feira e que foi aceite pela ministra.

A abertura do inquérito surgiu após a ANPC ter detetado problemas “graves no estado das aeronaves”, que ditaram a impossibilidade de os helicópteros estarem em plena condição de serem operados, durante o processo de transferência dos Kamov para a empresa que ganhou o concurso público de operação e manutenção dos aparelhos para os próximos quatro anos.

O inquérito incidia sobre “as circunstâncias descritas e apuradas durante o processo de consignação dos meios aéreos próprios pesados do Estado, tendo em vista o apuramento de responsabilidades a que haja lugar nesse âmbito”.

Dos seis helicópteros Kamov da frota do Estado, apenas três estão aptos para voar, estando dois inoperacionais por avaria e outro acidentado desde 2012.

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