Aguiar-Branco. Forças Armadas "não podem consumir-se em matérias de natureza administrativa"

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Aguiar-Branco. Forças Armadas "não podem consumir-se em matérias de natureza administrativa"

Mensagem por António Soares em Sex 08 Mar 2013, 16:02

O ministro da Defesa avisou hoje que as Forças Armadas "precisam de mais operacionalidade" e "não podem consumir-se em matérias de natureza administrativa", mas essa "readequação" não pode ficar condicionada "por quem se amarra às memórias do passado".

"Não podemos deixar que o debate se fique por teses construídas em cima de impressões ou que o necessário processo de readequação seja condicionado por quem se amarra às memórias do passado", afirmou José Pedro Aguiar-Branco.

O governante discursava no final do debate sobre as Grandes Opções do Conceito Estratégico de Defesa Nacional (CEDN), no Parlamento, após ter insistido que a instituição militar precisa de alterar o seu rácio de gastos entre operacionalidade e despesas de pessoal e administrativas.

"Todos concordamos que as Forças Armadas precisam de mais operacionalidade. No entanto, cerca de 80% do orçamento é consumido em despesas de pessoal. Todos concordamos que as Forças Armadas não se podem consumir em matérias de natureza administrativa, no entanto, temos militares treinados para teatros de operações obrigados a conformarem-se com o preenchimento de penosos formulários em funções de secretaria", declarou.

No mesmo sentido, Aguiar-Branco notou que todos concordarm "que muitos militares na reserva, fora da efetividade de serviço, podem ainda desempenhar um papel válido nas Forças Armadas e no país" ou que "a estrutura militar tem de ser equilibrada".

"Temos um oficial para cada sargento, temos um oficial para cada dois soldados. Todos concordamos que as Forças Armadas contam hoje com recursos materiais e humanos sem igual no país. No entanto, muitos teimam em olhar para estas mulheres e homens como se fossem uma espécie de reserva estratégica", referiu.

O responsável pela pasta da Defesa defendeu que as Forças Armadas não podem ser "apenas essa reserva", mas "cada vez mais um ativo ao serviço da República" com "qualificações diferentes, capacidades distintas e uma gestão mais rigorosa dos recursos".

"Todos concordamos que a valorização das soluções integradas e conjuntas deve ser aplicada não só à dimensão operacional mas também à cultura institucional e organizacional das Forças Armadas", acrescentou.

José Pedro Aguiar-Branco sublinhou que o debate sobre o Conceito Estratégico não serve para "consultar memórias ou recordações individuais", mas para "projetar capacidades e estimar necessidades futuras de um país inteiro".

"Isto muda tudo no debate, o resto é simplesmente saudosismo", concluiu, numa referência implícita às críticas da oposição, mas que também têm surgido de ex-chefes e de militares fora do ativo, às medidas anunciadas para o setor da Defesa.
http://www.ionline.pt/portugal/aguiar-branco-avisa-forcas-armadas-nao-podem-consumir-se-materias-natureza-administrativa

Sinceramente, com humildade , muitas vezes abusei da minha critica mordaz , anti-militarista, anti-hierarquia, mas com a minha consciência fui defendendo uma causa, a defesa acérrima da classe mais baixa. Agora vem um dito ministro ,advogado, que sempre laborou sem incompatibilidades (na Gnr ser compativel é ser corrupto) para um grande escritório de advogados, criticar a defesa das associações militares relativamente, a matérias administrativas que são oneráveis para a própria condição,lesando sempre os mesmos. Tenha vergonha na cara Sr Ministro.
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