Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

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Em Curso Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por CSI em Sab 26 Ago 2006, 23:47

Relembrando a primeira mensagem :

porque será que a GNR continua a pactuar com ilegalidades no seio da instituíção?? refiro-me concretamente a milhares de Euros oferecidos a militares, abonados de suplemento de patrulha, quando na verdade tais patrulhas só constam no papel... patrulhas na rua népia!!! não será dinheiro que faria falta noutros sitios? depois cortam a ADMG aos familiares por causa dos mesmos papões de sempre... isso lesa gravemente a Fazenda Nacional e os militares que realmente fazem patrulha que por vezes com 95 horas não são abonados com o referido suplemento!!


Última edição por CSI™ em Qui 12 Nov 2009, 22:29, editado 2 vez(es)
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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por Guarda que anda à linha em Qui 04 Fev 2016, 00:29

Robles escreveu:Ao invés de tantos subsídios e suplementos, paguem um vencimento condigno!

Muitos estão contra as avaliações!

Na parte que a mim me toca, dependendo de um bom e efectivo sistema de avaliação, sou plenamente de acordo. Após essa mesma avaliação, deveriam os militares desbloquear níveis e patentes ou postos mais rapidamente, passando até à frente de militares mais antigos.

Não é só dizer que está na secretaria, na especialidade "A" ou "B", ou à patrulha, se não se exercer com profissionalismo.


Em relação ao sistema de avaliação, se há profissão/profissionais em Portugal que já são avaliados e escrutinados que chegue, provavelmente mais que quaisquer outros, são precisamente os militares da Guarda. Até porque, a estes, entre outros, aplicam-se as seguintes leis e regulamentos:
 
 
Artigo 5º do EMGNR
 
 
 Regime aplicável
 
 
 1-Ao militar da Guarda são aplicáveis a Lei de Bases Gerais do Estatuto da Condição Militar (LBGECM), o Código de Justiça Militar (CJM), o Regulamento de Disciplina da Guarda Nacional Republicana (RDGNR), o Regulamento de Disciplina Militar (RDM), o Regulamento de Continências e Honras Militares (RCHM) o Regulamento da Medalha Militar e das Medalhas Comemorativas das Forças Armadas (RMMMCFA), o Regulamento das Medalhas de Segurança Pública (RMSP) e o Código Deontológico do Serviço Policial (CDSP), com os ajustamentos adequados às características estruturais deste corpo militar e constantes dos respectivos diplomas legais ou em outros regulamentos.
 
 
Se as avaliações são tão boas como diz que são, porque é que a PSP que tinha um sistema de promoções assente mais no louvor/avaliação, lutou para deixar de ter, e agora passou a ter no seu novo estatuto um sistema de promoções em que o principal fator de ponderação para a promoção é a antiguidade, que passou a valer 75% e a avaliação passou a ter um valor de apenas 10%, será que são eles que estão errados?
 
Há camaradas nossos no fim de carreira, que a passaram toda à patrulha que nem um louvor têm e outros pouco mais que isso (1) têm. Em contrapartida, há camaradas nossos que ao fim de meia dúzia de anos de serviço, colocados em serviços que nada têm nada a ver com o serviço policial/operacional (atenção que eu não sou contra os serviços não operacionais nem nada tenho contra os militares que os desempenham) que não sabem o que é participar um acidente ou outra ocorrência qualquer, que nunca levantaram um auto de contra ordenação e nunca testemunharam o que quer que fosse em tribunal por motivo de serviço, e já têm mais que um louvor.

Será que o militar que andou a vida inteira à patrulha e que a vai terminar nesse serviço, onde correu mais riscos e onde se desgastou mais e que não teve louvor nenhum ou teve pouco mais que isso, é pior "policia" que um camarada colocado noutro tipo de serviço que nada tem a ver com o serviço policial/operacional, onde não corre riscos e não sofre o mesmo desgaste, e que ao fim de meia dúzia de anos já tem alguns?
 
É por estas e por outras é que essa situação, o sistema de avaliação, e fazer depender dele a subida de escalão ou progressão na carreira, deverá de ser bastante ponderada. Sobretudo numa instituição onde existe uma grande taxa de profissionais injuriados, agredidos, feridos e mortos em serviço, comparativamente a outros que nada estão sujeitos a esse tipo de situações. Com a agravante de, ser também uma instituição com uma elevada taxa de suicídios.
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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por CARI2013 em Qui 04 Fev 2016, 14:03

Louvores , condecorações e avaliação do mérito (FAI), têm, sempre, fatores subjetivos na sua atribuição.
A antiguidade é, inequivocamente, um fator objetivo, que resulta do decurso do tempo.
Quando se trata de promoções por escolha, tanto os fatores subjetivos como os objetivos são discutíveis.
Se a escolha assenta apenas - ou maioritariamente - em fatores subjetivos pode haver grandes injustiças. Se assenta apenas - ou maioritariamente - em fatores objetivos, nomeadamente a antiguidade, então as injustiça ainda poderão ser maiores, porquanto basta o visado permanecer sentado para que o decurso do tempo se encarregue de não poder ser ultrapassado pelos mais modernos, mesmos que estes demonstram iniciativa, bravura , entrega, dedicação e dinamismo.
Urge, pois encontrar a "receita" adequada para uma promoção , por escolha, justa e reconhecida pelos pares do promovido.
É essa "receita" que tarda em surgir....
A tendência para definir o "peso" da antiguidade como o fator determinante nas promoções por escolha, é, penso, exagerado.
Numa promoção, por escolha, justa e imparcial, levaria os "ultrapassados" na promoção a aceitarem essa "ultrapassagem" o que geraria neles estabilidade emocional e nos promovidos, por via da escolha, uma enorme satisfação. Quiçá...., diminuiria a taxa dos suicídios...
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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por Guarda que anda à linha em Qui 04 Fev 2016, 16:36

Ao CARI2013 das 15:03
 
Ainda sobre os sistemas de avaliação, vejamos alguns exemplos do que não deve ser um sistema de avaliação e dos comportamentos, conduta e atitudes daqueles que têm o poder de os aplicar  e de discricionariamente prejudicarem ou beneficiarem este ou aquele avaliado.
 
Reportemo-nos apenas à categoria dos executantes (Guardas). Até á entrada em vigor do atual estatuto, para se ser promovido a cabo chefe (além do tempo de serviço exigido no posto de cabo) tinha que se estar na 1ª classe de comportamento e ter pelo menos 1 louvor de Cmdt Geral ou 2 de Cmdt de unidade. É bom recordar que para se perder a 1ª classe de comportamento e baixar para a 2ª, basta ter um acidente com uma viatura de serviço no desempenho do mesmo e ser considerado culpado. Ora, logo por aqui se vê, que havia (há) militares mais sujeitos a essa situação (baixar na classe de comportamento) que outros.
 
Curiosamente, os militares do serviço operacional (cabos) na sua maioria, passavam à reserva sem conseguirem alcançar aquele posto, e os que o conseguiam, eram promovidos por exemplo hoje e pouco tempo depois passavam à reserva.
 
Em contrapartida, nas sedes dos DTRs, nas secretarias, nos comandos de unidade etc. eram os locais onde mais militares com aquele posto (cabo chefe) estavam colocados e a desempenhar funções (aliás funções e colocação onde na sua maior parte estiveram toda a vida) alguns muito mais jovens do que outros com o posto de cabo que “ainda” andavam no serviço operacional/patrulha.
 
É caso para perguntar, será que os militares que se encontravam colocados nesses locais e a prestar aquele tipo de serviço, eram melhores militares ou policias que os outros que andavam à patrulha, alguns muito mais velhos que eles e que não conseguiram ser promovidos àquele posto, ao ponto de nesses locais haverem muito mais cabos chefes do que no serviço operacional?
 
Depois da entrada em vigor do atual estatuto, felizmente essa modalidade de promoção (dos louvores) acabou, e hoje vêem-se tantos cabos chefes/mores à patrulha, como se vêm nas secretarias e nos outros serviços.
 
Veja-se agora este exemplo:
 
 
 
 
Será que os militares que passam mais multas são melhores militares ou policias do que os que passam menos, ao ponto de uns serem premiados e os outros serem prejudicados e discriminados?
 
E se um militar que passa muitas multas, e que depois durante várias patrulhas não conseguiu passar multa nenhuma porque não viu infração nenhuma, nessas patrulhas e nessa altura, aos olhos do seu comandante, também já passou a ser um mau militar ou um mau policia?
 
E se esse tipo de sentimento ou pressão começar a ser incutido nos policias e nos militares, que para se ser promovido ou subir de escalão têm que apresentar serviço, não iremos correr o risco de passar-mos a ter um estado policial, em que os polícias vão passar a “bater” em tudo o que mexe?
 
Esse tipo de policiamento não é próprio de países atrasados e de terceiro mundo, e será que é esse tipo de policiamento que nós vamos querer para o nosso?
 
Veja-se também este exemplo do qual eu tive conhecimento: Em 2010, imediatamente após a entrada em vigor do atual estatuto, houve alguém que, erradamente, decidiu iniciar o processo de avaliação nele previsto. E digo erradamente, porque a portaria que o regulamenta ainda não foi legislada. Curiosamente, num sistema que deveria ser para todos (Guardas) apenas os cabos foram sujeitos à avaliação.
 
Houve logo quem, ansioso e desesperado por avaliar, teve logo oportunidade de brilhar, e entre esses, houve um (avaliador) que ao confrontar um dos seus avaliados (que não tinha sequer conhecimento que estava a ser sujeito a um processo de avaliação, e cujos seus pecados capitais cometidos no decurso do exercício da sua profissão, foram o de não compactuar com serviços mal feitos, de não alinhar em almoçaradas, jantaradas, noitadas, caçadas, pescarias e outras iguarias, e que por mais que uma vez multou quem, provavelmente, aos olhos do avaliador não deveria ter sido multado) lhe jogou a FAI pra cima de uma mesa, como quem atira para o chão um pedaço de pão a um cão, e que lhe disse: “Militar! Lê e assina…” ao que o militar (que nem sequer sonhava que estava a ser avaliado e que nem sequer sonhava que o sistema de avaliação já estava implementado) o questionou: “o que é isto?” Ao que o avaliador lhe respondeu: “Isto! Isto é um mecanismo, que se eu agora quiser e entender, tu só sobes de escalão daqui a dez (10) anos!”
 
Como vê CARI, há que ter atenção a isto, a um sistema de avaliação nas Forças de segurança. Apesar de tudo, considero mais justo e como principal fator para a promoção a antiguidade, e pelos vistos os elementos da PSP também, e felizmente para eles conseguiram.
 
Em relação a isto, os sistemas de avaliação, o meu sentimento é o mesmo que para o sistema de justiça. Prefiro um criminoso solto do que um inocente preso.
 
Provavelmente, e numa altura em que está em curso um estudo sobre a temática dos suicídios nas Forças de Segurança e as suas causas, sem dúvida nenhuma que estes processos e este tipo de comportamentos não devem ficar á margem do próprio estudo em si.
 
Eu não me importo que um camarada meu, mais novo/moderno que eu, que chega constantemente atrasado ao serviço, que se balda, que não participa as coisas a tempo, que anda mal ataviado ou uniformizado, que beba bebidas alcoólicas em serviço, que fala mal para as pessoas, que se limita a deixar passar o tempo etc. etc. e que mesmo assim esteja mais bem visto que eu aos olhos do nosso comandante (nós sabemos que isso acontece e porque é que acontece) e não me importo também, que lhe deem 10 dispensas por mês e 1 louvor todos os anos, que seja promovido ao mesmo posto que eu, ou esteja no mesmo escalão que eu. Mas já me importo e fico revoltado, que por força de um sistema de avaliação interpretado e aplicado por um indivíduo que não deveria ter a competência e o poder para o aplicar, que aquele militar me ultrapasse na promoção e ou no escalão, e eu possa vir a ficar prejudicado em relação a ele.
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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por g2060454 em Sex 05 Fev 2016, 09:55

a questão que eu tenho á o porque de certos e determinados militares das secretaria fazendo um só serviço de atendimento (de preferência noite de 5f para 6f ou de 6f para sábado) recebem o suplemento de escala, visto que o que esta escrito e que para se receber o suplemento de escala ter de se entrar em uma escala e fazer os 3 turnos... isso penso eu que esta mal...
em relação ao suplemento de patrulha bem sabemos que os militares de secretaria são escalados para as patrulhas e são feitas a patrulharem o posto... os militares das EII são escalados como patrulhas EII e também não saem do posto, mas recebem como patrulhas...
Pergunto eu:
porque o que esta escrito em relação ao suplemento de escala não e comprido?
será que os escalões superiores para onde são enviados os mapas de suplementos não vem tal situação?
Porque de muitos ou quase todos os militares das secretarias vão no mapa dos suplementos com o código dos patrulheiros?
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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por CARI2013 em Sex 05 Fev 2016, 12:34

Guarda que anda à linha escreveu:
Ao CARI2013 das 15:03
 
Ainda sobre os sistemas de avaliação, vejamos alguns exemplos do que não deve ser um sistema de avaliação e dos comportamentos, conduta e atitudes daqueles que têm o poder de os aplicar  e de discricionariamente prejudicarem ou beneficiarem este ou aquele avaliado.
 
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Curiosamente, os militares do serviço operacional (cabos) na sua maioria, passavam à reserva sem conseguirem alcançar aquele posto, e os que o conseguiam, eram promovidos por exemplo hoje e pouco tempo depois passavam à reserva.
 
Em contrapartida, nas sedes dos DTRs, nas secretarias, nos comandos de unidade etc. eram os locais onde mais militares com aquele posto (cabo chefe) estavam colocados e a desempenhar funções (aliás funções e colocação onde na sua maior parte estiveram toda a vida) alguns muito mais jovens do que outros com o posto de cabo que “ainda” andavam no serviço operacional/patrulha.
 
É caso para perguntar, será que os militares que se encontravam colocados nesses locais e a prestar aquele tipo de serviço, eram melhores militares ou policias que os outros que andavam à patrulha, alguns muito mais velhos que eles e que não conseguiram ser promovidos àquele posto, ao ponto de nesses locais haverem muito mais cabos chefes do que no serviço operacional?
 
Depois da entrada em vigor do atual estatuto, felizmente essa modalidade de promoção (dos louvores) acabou, e hoje vêem-se tantos cabos chefes/mores à patrulha, como se vêm nas secretarias e nos outros serviços.
 
Veja-se agora este exemplo:
 
 
 
 
Será que os militares que passam mais multas são melhores militares ou policias do que os que passam menos, ao ponto de uns serem premiados e os outros serem prejudicados e discriminados?
 
E se um militar que passa muitas multas, e que depois durante várias patrulhas não conseguiu passar multa nenhuma porque não viu infração nenhuma, nessas patrulhas e nessa altura, aos olhos do seu comandante, também já passou a ser um mau militar ou um mau policia?
 
E se esse tipo de sentimento ou pressão começar a ser incutido nos policias e nos militares, que para se ser promovido ou subir de escalão têm que apresentar serviço, não iremos correr o risco de passar-mos a ter um estado policial, em que os polícias vão passar a “bater” em tudo o que mexe?
 
Esse tipo de policiamento não é próprio de países atrasados e de terceiro mundo, e será que é esse tipo de policiamento que nós vamos querer para o nosso?
 
Veja-se também este exemplo do qual eu tive conhecimento: Em 2010, imediatamente após a entrada em vigor do atual estatuto, houve alguém que, erradamente, decidiu iniciar o processo de avaliação nele previsto. E digo erradamente, porque a portaria que o regulamenta ainda não foi legislada. Curiosamente, num sistema que deveria ser para todos (Guardas) apenas os cabos foram sujeitos à avaliação.
 
Houve logo quem, ansioso e desesperado por avaliar, teve logo oportunidade de brilhar, e entre esses, houve um (avaliador) que ao confrontar um dos seus avaliados (que não tinha sequer conhecimento que estava a ser sujeito a um processo de avaliação, e cujos seus pecados capitais cometidos no decurso do exercício da sua profissão, foram o de não compactuar com serviços mal feitos, de não alinhar em almoçaradas, jantaradas, noitadas, caçadas, pescarias e outras iguarias, e que por mais que uma vez multou quem, provavelmente, aos olhos do avaliador não deveria ter sido multado) lhe jogou a FAI pra cima de uma mesa, como quem atira para o chão um pedaço de pão a um cão, e que lhe disse: “Militar! Lê e assina…” ao que o militar (que nem sequer sonhava que estava a ser avaliado e que nem sequer sonhava que o sistema de avaliação já estava implementado) o questionou: “o que é isto?” Ao que o avaliador lhe respondeu: “Isto! Isto é um mecanismo, que se eu agora quiser e entender, tu só sobes de escalão daqui a dez (10) anos!”
 
Como vê CARI, há que ter atenção a isto, a um sistema de avaliação nas Forças de segurança. Apesar de tudo, considero mais justo e como principal fator para a promoção a antiguidade, e pelos vistos os elementos da PSP também, e felizmente para eles conseguiram.
 
Em relação a isto, os sistemas de avaliação, o meu sentimento é o mesmo que para o sistema de justiça. Prefiro um criminoso solto do que um inocente preso.
 
Provavelmente, e numa altura em que está em curso um estudo sobre a temática dos suicídios nas Forças de Segurança e as suas causas, sem dúvida nenhuma que estes processos e este tipo de comportamentos não devem ficar á margem do próprio estudo em si.
 
Eu não me importo que um camarada meu, mais novo/moderno que eu, que chega constantemente atrasado ao serviço, que se balda, que não participa as coisas a tempo, que anda mal ataviado ou uniformizado, que beba bebidas alcoólicas em serviço, que fala mal para as pessoas, que se limita a deixar passar o tempo etc. etc. e que mesmo assim esteja mais bem visto que eu aos olhos do nosso comandante (nós sabemos que isso acontece e porque é que acontece) e não me importo também, que lhe deem 10 dispensas por mês e 1 louvor todos os anos, que seja promovido ao mesmo posto que eu, ou esteja no mesmo escalão que eu. Mas já me importo e fico revoltado, que por força de um sistema de avaliação interpretado e aplicado por um indivíduo que não deveria ter a competência e o poder para o aplicar, que aquele militar me ultrapasse na promoção e ou no escalão, e eu possa vir a ficar prejudicado em relação a ele.
«Como vê CARI, há que ter atenção a isto, a um sistema de avaliação nas Forças de segurança. Apesar de tudo, considero mais justo e como principal fator para a promoção a antiguidade, e pelos vistos os elementos da PSP também, e felizmente para eles conseguiram.» (Guarda que anda à linha)
Ilustre "Guarda que anda à linha"
Li, com cuidada atenção, tudo o que escreveu. Respeito a sua opinião e estou certo que respeitará a minha que é discordante.
Sempre defendi as promoções, a alguns postos, através da modalidade ESCOLHA. O que coloco em causa são os critérios subjetivos onde assenta essa escolha (Fais, louvores, etc..) 
Seria um erro crasso para as instituições militares, ou de natureza militar,  promover e/ou nomear militares para cargos de posto superior que não se tivessem submetido ao escrutínio da promoção por escolha . A promoção pelo decurso do tempo (antiguidade) não pode, só por si, garantir, a todos, os desejáveis requisitos de competência para a ocupação de funções de comando/chefia, atribuídos a certos postos hierárquicos. Por outro lado, se as funções de comando/cheia fossem atribuídas a militares competentes mas de posto inferior ao estabelecido para tais funções, ainda que isso resolvesse o problema , seria um "atentado" ao principio da hierarquia, logo nunca desejável e gerador de indisciplina, desobediência, desmotivação, imprevisíveis...
Toda a sua "narrativa" é o "retrato" de uma infeliz realidade. Uma realidade onde são "atropelados" os mais elementares critérios de avaliação do mérito. Urge, por isso, estabelecer novos critérios de avaliação (desprovidos de insensata  discricionariedade ,objetivos através de numero de multas/contraordenações, simpatia pessoal, etc...).
Porém, e já num contexto diferente, importa refletir sobre a motivação dos militares, "pedra de toque" para a "alegria" no trabalho, digo..no cumprimento da missão.
Nessa reflecção, por vezes pergunto-me :
Como se encontrará a motivação dos militares, a quem se exige o dever da disponibilidade permanente para o serviço, da mobilidade prevista ou imprevista para qualquer parte do mundo, ou ainda da aceitação de riscos que, no limite, vão até ao sacrifício da própria vida?
Será que essa motivação, se mantem inalterada perante os gravosos cortes feitos nas suas remunerações, ainda por cima agravados pela suspensão dos seus legítimos direitos de passagem à situação de reserva e de um horário de trabalho?
Como se encontrará a motivação de militares que aceitam sem queixume a sua equiparação a meros funcionários públicos que, com todo o respeito que o indispensável trabalho destes me merece, têm normalmente assegurados, sem riscos físicos, um local e um horário de trabalho estáveis?
Em que estado se encontrará a motivação destes militares (e infelizmente muitos outros cidadãos que estão ainda em pior situação) ao sentirem-se discriminados perante aqueles seus concidadãos a quem os sacrifícios exigidos nesta conjuntura de austeridade não são minimamente comparáveis nem sequer proporcionais aos seus?
Salvo melhor opinião , a resposta a estas perguntas têm prioridade face à problemática da modalidade das promoções, suplementos ou subsídios...

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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por Guarda que anda à linha em Sex 05 Fev 2016, 15:30

Muito bem CARI, eu também concordo com a sua, até porque toca em algumas feridas com as quais eu também concordo.

Quando eu digo que nas promoções se deve eliminar a escolha não é bem assim, apenas defendo que o primeiro fator de ponderação para a promoção deve ser a antiguidade.

Eu sou daqueles que concordo que para se ser o Cmdt Geral, não deverá ser o militar mais velho da instituição a assumir tais funções, é preciso ter estudado para isso. Por isso é que eu defendo que as promoções devem ser por curso adequado e por antiguidade.

Em relação aos fatores motivacionais e que por arrastamento conduzem ou não às promoções dos que deverão ou não ser promovidos VS produtividade no serviço, muito há também a dizer e também concordo consigo.

Desde logo, numa instituição como esta, quando alguém diz para um seu subordinado que anda a trabalhar pouco, que neste dia não fez nada e que no outro fez muito, importa clarificar e classificar primeiro o conceito deste trabalho, do que é que é trabalhar muito e ou o que é trabalhar pouco.

Tomemos como exemplo o serviço prestado num posto policial. Se num determinado período de tempo um militar andou ocupado/empenhado na resolução de várias ocorrências, como por exemplo incêndios florestais, acidentes de viação, furtos etc. e nesse período de tempo não passou nenhuma multa ou não efetuou nenhuma detenção. E outro camarada seu do mesmo posto, que no mesmo período de tempo passou várias multas e efetuou várias detenções, qual é que terá sido o camarada que trabalhou mais e qual o camarada que trabalhou menos?

Por outro lado, em relação aos fatores motivacionais e sobre aqueles que devem ter a competência e a capacidade para os porem em prática, também concordo consigo.

Mas os tempos agora são outros. E, quando há uns anos atrás tive um comandante que dizia que dois ou três anos antes de passarem à reserva, os militares deveriam entrar no "desmame", senão teriam que andar na reserva e reforma a caminhar prós tribunais anos a fio, por causa de processos pendentes, hoje, assisto a alguns, que se dirigem a militares que têm idade para ser pai deles, e que nem sequer já cá deviam andar, e que lhe dizem que andam a trabalhar pouco!

Como é que se motiva alguém para fazer o que quer que seja, que quando veio para cá lhe foi dito e por isso ao longo da vida lhes foram "exigidos os sacrifícios devidos" e que cumpriu, que quando chegasse a uma determinada idade já cá não andava e que agora "é obrigado a andar"?

Como é que se motiva alguém que já há um determinado número de anos se mantém no mesmo escalão remuneratório, e vê chegar ao mesmo escalão que ele camaradas com menos 6/7 anos de serviço que ele?

Como é que se motiva alguém a quem de forma cega, deram uma machadada no vencimento (o que já perdura há anos) e que por causa disso até ficou a ganhar menos do que camaradas seus no posto hierárquico imediatamente abaixo do seu?

Pois é CARI, isto é complicado. É uma mistura explosiva de várias situações, comportamentos e sentimentos, e como diz e muito bem, particularmente numa instituição/profissão onde os profissionais tem como limite dar, se necessário for, a própria vida. Por isso é que mais uma vez digo e afirmo, que há que ter cuidado e ponderação quando se institui um sistema de avaliação, do qual vai estar em causa e ou depender uma promoção ou subida de escalão.
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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por CARI2013 em Sab 06 Fev 2016, 16:32

Guarda que anda à linha escreveu:
Muito bem CARI, eu também concordo com a sua, até porque toca em algumas feridas com as quais eu também concordo.
Quando eu digo que nas promoções se deve eliminar a escolha não é bem assim, apenas defendo que o primeiro fator de ponderação para a promoção deve ser a antiguidade.
Eu sou daqueles que concordo que para se ser o Cmdt Geral, não deverá ser o militar mais velho da instituição a assumir tais funções, é preciso ter estudado para isso. Por isso é que eu defendo que as promoções devem ser por curso adequado e por antiguidade.
Em relação aos fatores motivacionais e que por arrastamento conduzem ou não às promoções dos que deverão ou não ser promovidos VS produtividade no serviço, muito há também a dizer e também concordo consigo.
Desde logo, numa instituição como esta, quando alguém diz para um seu subordinado que anda a trabalhar pouco, que neste dia não fez nada e que no outro fez muito, importa clarificar e classificar primeiro o conceito deste trabalho, do que é que é trabalhar muito e ou o que é trabalhar pouco.
Tomemos como exemplo o serviço prestado num posto policial. Se num determinado período de tempo um militar andou ocupado/empenhado na resolução de várias ocorrências, como por exemplo incêndios florestais, acidentes de viação, furtos etc. e nesse período de tempo não passou nenhuma multa ou não efetuou nenhuma detenção. E outro camarada seu do mesmo posto, que no mesmo período de tempo passou várias multas e efetuou várias detenções, qual é que terá sido o camarada que trabalhou mais e qual o camarada que trabalhou menos?
Por outro lado, em relação aos fatores motivacionais e sobre aqueles que devem ter a competência e a capacidade para os porem em prática, também concordo consigo.
Mas os tempos agora são outros. E, quando há uns anos atrás tive um comandante que dizia que dois ou três anos antes de passarem à reserva, os militares deveriam entrar no "desmame", senão teriam que andar na reserva e reforma a caminhar prós tribunais anos a fio, por causa de processos pendentes, hoje, assisto a alguns, que se dirigem a militares que têm idade para ser pai deles, e que nem sequer já cá deviam andar, e que lhe dizem que andam a trabalhar pouco!
Como é que se motiva alguém para fazer o que quer que seja, que quando veio para cá lhe foi dito e por isso ao longo da vida lhes foram "exigidos os sacrifícios devidos" e que cumpriu, que quando chegasse a uma determinada idade já cá não andava e que agora "é obrigado a andar"?
Como é que se motiva alguém que já há um determinado número de anos se mantém no mesmo escalão remuneratório, e vê chegar ao mesmo escalão que ele camaradas com menos 6/7 anos de serviço que ele?
Como é que se motiva alguém a quem de forma cega, deram uma machadada no vencimento (o que já perdura há anos) e que por causa disso até ficou a ganhar menos do que camaradas seus no posto hierárquico imediatamente abaixo do seu?
Pois é CARI, isto é complicado. É uma mistura explosiva de várias situações, comportamentos e sentimentos, e como diz e muito bem, particularmente numa instituição/profissão onde os profissionais tem como limite dar, se necessário for, a própria vida. Por isso é que mais uma vez digo e afirmo, que há que ter cuidado e ponderação quando se institui um sistema de avaliação, do qual vai estar em causa e ou depender uma promoção ou subida de escalão.
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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por rui ferraz em Qua 10 Fev 2016, 04:27

Camaradas o mal já esta enraizado há muitos anos...e enquanto as altas patentes compactuarem com esta situação...o patrulheiro será sempre o mais prejudicado... o ideal seria acabar com os militares nas secretarias e passarem o serviço burocrático para os excedentários da função publica...
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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por joao carlos rua em Qua 10 Fev 2016, 09:50

Excedentários da FP ou ao pessoal do rendimento minimo garantido.
Fechar as messes e todo o pessoal ir comer fora ou trazer farnel.
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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por Edr See em Qua 10 Fev 2016, 12:31

Os dos postos também comem fora e não se queixam
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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por PINTAROLAS em Qua 10 Fev 2016, 14:15

e as Guias de Marcha ?????

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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por joao carlos rua em Qua 10 Fev 2016, 14:35

Acabar com isso tudo.
Centro de Comando - Posto Territorial Operacional.
Máxima graduação - Praça operacional.
O resto pelo que vejo nos comentários não serve para nada.
Vender os imóveis remanescentes e distribuir a verba pelos operacionais de agora, que os do meu tempo, ou morreram, ou estão reformados ou encostados como eu.
Uma Guarda à semelhança do Exercito Vermelho de Mao Tsé Tung.
Haja pachorra mocinhos...
Mas vocês pensam que 80 milhões de euros de multas vieram dos vossos territoriais?
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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por Edr See em Qua 10 Fev 2016, 15:33

Com certeza que não foram os administrativos que os elaboraram! 
Servem para passar as tolerâncias de ponto em casa! 
Metades faziam o mesmo serviço que os que estão lá agora! 
Quem já passou num posto sede de gter, sabe bem o suor e horário praticado nas chafaricas!
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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por angkor112 em Sab 20 Fev 2016, 00:41

Será "peculato"???
Se um dia mexem na coisa, alguns irão bater com os costados ao JIC!
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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por Ice em Sab 20 Fev 2016, 00:56

Edr See escreveu:Com certeza que não foram os administrativos que os elaboraram! 
Servem para passar as tolerâncias de ponto em casa! 
Metades faziam o mesmo serviço que os que estão lá agora! 
Quem já passou num posto sede de gter, sabe bem o suor e horário praticado nas chafaricas!


Que grande "mentira"...
Estragam as fardas todas nos cotovêlos, bolsos e no "respectivo".
Ainda à pouco tempo pedi a um para me preencher o passaporte de férias, ao que ele me respondeu que não tinha tempo enquanto navegava no face com o seu tablet e net da Guarda...
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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por Tweety em Sab 20 Fev 2016, 03:20

angkor112 escreveu:Será "peculato"???
Se um dia mexem na coisa, alguns irão bater com os costados ao JIC!

Deve ser verdade... Vá sonhando que não lhe fará mal nenhum...
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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por Santiago1 em Sab 20 Fev 2016, 16:25

Pior é quando chegar uma denúncia anónima no Ministério Público.
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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por MiguelBarrancos em Seg 22 Fev 2016, 12:05

Já deve ter chegado poucas... Deve-lhes ter acontecido o mesmo que o processo do horário de trabalho.
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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por joao carlos rua em Seg 22 Fev 2016, 14:51

MiguelBarrancos escreveu:Já deve ter chegado poucas... Deve-lhes ter acontecido o mesmo que o processo do horário de trabalho.

eheheh
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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por Santiago1 em Dom 28 Fev 2016, 22:06

Ontem estive de patrulha 16/24 e hoje estive das 08/16, os dois homens da secretaria nem apareceram ao serviço mais uma vez escalados para o serviço e falei com mais pessoal de outros postos e aconteceu o mesmo, nos mapas de fim do mês conseguem trabalhar 26 dias; 27 dias e inclusive 30 dias dias será que nos recursos humanos e financeira ninguém vê essa situação ou também compactuam.
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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por Diabo em Dom 28 Fev 2016, 22:54

Com a folga mensal dizem que é só para o patrulheiro, mas afinal o suplemento de patrulha não devia ser o mesmo??

É só patrulhas fantasmas, por todo o País, será que para esses não existes processos por faltar ao serviço?
E as patrulhas de 6 horas que alguns são escalados e nem do Posto saem, porque fazem na mesma o serviço de secretaria ou EI.. 

Mas os culpados não são eles, são os que há anos deixam isto acontecer.
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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por Santiago1 em Ter 01 Mar 2016, 09:09

Diabo escreveu:Com a folga mensal dizem que é só para o patrulheiro, mas afinal o suplemento de patrulha não devia ser o mesmo??

É só patrulhas fantasmas, por todo o País, será que para esses não existes processos por faltar ao serviço?
E as patrulhas de 6 horas que alguns são escalados e nem do Posto saem, porque fazem na mesma o serviço de secretaria ou EI.. 

Mas os culpados não são eles, são os que há anos deixam isto acontecer.
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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por иuησ em Ter 01 Mar 2016, 11:35

Diabo escreveu:Com a folga mensal dizem que é só para o patrulheiro, mas afinal o suplemento de patrulha não devia ser o mesmo??

É só patrulhas fantasmas, por todo o País, será que para esses não existes processos por faltar ao serviço?
E as patrulhas de 6 horas que alguns são escalados e nem do Posto saem, porque fazem na mesma o serviço de secretaria ou EI.. 

Mas os culpados não são eles, são os que há anos deixam isto acontecer.

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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por COELHO.X em Ter 01 Mar 2016, 11:55

Santiago1 escreveu:
Diabo escreveu:Com a folga mensal dizem que é só para o patrulheiro, mas afinal o suplemento de patrulha não devia ser o mesmo??

É só patrulhas fantasmas, por todo o País, será que para esses não existes processos por faltar ao serviço?
E as patrulhas de 6 horas que alguns são escalados e nem do Posto saem, porque fazem na mesma o serviço de secretaria ou EI.. 

Mas os culpados não são eles, são os que há anos deixam isto acontecer.
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Mensagem por Brazete em Sex 22 Abr 2016, 22:28

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Mensagem por CARI2013 em Sab 23 Abr 2016, 01:01

Diabo escreveu:Com a folga mensal dizem que é só para o patrulheiro, mas afinal o suplemento de patrulha não devia ser o mesmo??

É só patrulhas fantasmas, por todo o País, será que para esses não existes processos por faltar ao serviço?
E as patrulhas de 6 horas que alguns são escalados e nem do Posto saem, porque fazem na mesma o serviço de secretaria ou EI.. 

Mas os culpados não são eles, são os que há anos deixam isto acontecer.
Um comentário com acusações muito graves.
Tais factos, a existiram, requerem , na minha opinião, intervenção da IGAI.
«A IGAI tem as seguintes atribuições:
Averiguar todas as notícias de violação grave dos direitos fundamentais de cidadãos por parte dos serviços ou seus agentes, que cheguem ao seu conhecimento, e apreciar as demais queixas, reclamações e denúncias apresentadas por eventuais violações da legalidade e, em geral, as suspeitas de irregularidades ou deficiências no funcionamento dos serviços; (...)"
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Mensagem por smelly em Sab 23 Abr 2016, 09:31

batendo na mesma tecla do costume, deviam acabar com esta treta dos suplementos e englobar tudo num vencimento mais digno, e adequado à função de cada militar.
é de uma tremenda injustiça eu, Guarda - Principal do serviço operacional, ganhar exactamente o mesmo que alguém do mesmo posto e antiguidade que atende telefones no centro clínico.
assim que fosse colocado em funções operacionais, o militar deveria ver o seu índice de vencimento actualizado. se passasse para funções administrativas, alterava o índice novamente. isto já acontece na nossa ficha pessoal no portal social. não seria difícil implementar o que sugiro...
e por favor, não me digam que os 59 euros do suplemento (que raramente recebo por completo) compensam o facto de fazer patrulhas, comparando com o exemplo que mencionei em cima...
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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por Remarc em Sab 23 Abr 2016, 11:58

smelly escreveu:batendo na mesma tecla do costume, deviam acabar com esta treta dos suplementos e englobar tudo num vencimento mais digno, e adequado à função de cada militar.
é de uma tremenda injustiça eu, Guarda - Principal do serviço operacional, ganhar exactamente o mesmo que alguém do mesmo posto e antiguidade que atende telefones no centro clínico.
assim que fosse colocado em funções operacionais, o militar deveria ver o seu índice de vencimento actualizado. se passasse para funções administrativas, alterava o índice novamente. isto já acontece na nossa ficha pessoal no portal social. não seria difícil implementar o que sugiro...
e por favor, não me digam que os 59 euros do suplemento (que raramente recebo por completo) compensam o facto de fazer patrulhas, comparando com o exemplo que mencionei em cima...
Há décadas que a metodologia usada, na pratica, na atribuição dos suplementos tem sido um factor de instabilidade entre os que auferem suplementos e os que não os auferem.
 Por isso, já é tempo de revisitar a metodologia usada na atribuição de suplementos e, também, de ajudas de custo, direito a viatura, impedidos, despesas de representação e a casas função.
Isto seria um bom tema para o trabalho de mestrado dos os alunos da academia militar.
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Em Curso Re: Má atribuição do suplemento de patrulha e escala...

Mensagem por PedroSantos em Sex 10 Jun 2016, 11:18

Isto meus senhores, não passa de conversa... porque na realidade, quem manda, não está interessado em cortar por aí por uma simples razão, inevitavelmente, acabaria a cortar no próprio bolso...
Já quanto ao serviço desempenhado, pelos militares das secretarias dos PTER, não peguem por aí, não devem julgar todos pelo mesmo prumo, pois como no serviço de patrulhamento, também existem aqueles em que deflectem bem o serviço que vai aparecendo...
Ainda à dias, camarada (que conheço à longos anos e que labora no norte do país) me referiu que este ano, já "apanhou" 1 (um) acidente, multas não faz, e queixas, essas "resolveu-as" sem necessidade de participações...
A ver bem, e a analisar a coisa com olhos de ver... que justificação para lhe atribuir suplementos... o chegar a horas aos serviço??
Em suma, é fácil criticar a capoeira do vizinho, mas antes, deveriam procurar ver primeiro a de cada...
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